O Natal está a aproximar-se. É um facto conhecido por todos, porém nem
todos vivem ou experienciam o natal, tal como eu o conheço. É isso que agora
irei partilhar…
O Natal é a altura do ano pela qual todos os elementos da nossa família
anseiam. É a oportunidade de em cada ano que passa, celebrarmos o que nos une e
nos é de mais precioso. Todos os anos acontece a mesma azáfama! Fazemos tudo
juntos. Todos, sem exceção, têm tarefas a executar e que acontecem como pura
magia. Não são estabelecidos quaisquer planos, ou estratégias de ação. Tudo
aparece feito. Os mais pequenos ocupam-se, antecipando as brincadeiras e o
entretenimento, os adultos preparam o manjar com o qual nos iremos deleitar e
os menos jovens, porém indispensáveis, recordam com saudade o tempo em que
foram meninos...
A cumplicidade que nos une dispensa a definição de timings e de papéis a desempenhar. É tudo muito simples e acontece com
igual simplicidade. Vive-se um enorme rebuliço, que a todos envolve e a todos
toca verdadeiramente. Não conseguiríamos sobreviver ao resto do ano sem esta
renovação de afetos e sem esta possibilidade de partilhar, aquilo que nos é
mais precioso: o amor que nos une e que nos faz sentir vivos e únicos. Este
eterno retorno, anual e intemporal é o nosso “nascimento do deus menino”, que
não se deixa materializar e que não significa Natal. É difícil, por aqui se vê,
apontar aspetos negativos ou argumentar contra este Natal... Talvez o aspeto
negativo a apontar seja a sua ausência como tal e a forma como tantas vezes é
reduzido a nada… Há troca de prendas e não há troca de afetos. Há troca de emails em que nada se transmite e nada
se faz sentir. Reenviam-se palavras feitas por outrem, que não singularizam a
importância de cada pessoa, e que matam o Natal.
Texto do aluno Luís Fernando de Faria
Ferreira, 12.º1 ( EBS DR. Luís Maurílio da Silva Dantas), distinguido com uma Menção Honrosa no concurso “Uma Aventura Literária 2014”, edições
Caminho
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