Digamos
(…) que não basta (…) a dimensão dos sinais, para “fazer” a nossa
humanidade. Aliás,
os semióticos mais
rigorosos, como por exemplo um dos pais fundadores, Thomas Sebeok, nunca
pretenderam com ela fazer discriminações
entre nós seres humanos e
o resto do universo animal ou vegetal, até fazer disso uma espécie de condição kantiana transcendental da experiência.
Sebeok tentou fundar uma grande e omnicompreensiva zoosemiótica. O Homem, portanto, não é um animal segnicum ou, pelo menos, esta é a condição não
suficiente para constituir a sua humanidade; será preciso defini-lo antes, como sustentava
Ernest Cassirer, animal symbolicum.»
GEVALÉRY, P., Discurso sobre a Estética,
Tomo II, Lisboa, 1989, p.54.
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