terça-feira, 17 de junho de 2014

A dimensão simbólica do Homem

Digamos (…) que não basta (…) a dimensão dos sinais, para “fazer” a nossa humanidade. Aliás, os semióticos mais rigorosos, como por exemplo um dos pais fundadores, Thomas Sebeok, nunca pretenderam com ela fazer discriminações entre nós seres humanos e o resto do universo animal ou vegetal, até fazer disso uma espécie de condição kantiana transcendental da experiência. Sebeok tentou fundar uma grande e omnicompreensiva zoosemiótica. O Homem, portanto, não é um animal segnicum ou, pelo menos, esta é a condição não suficiente para constituir a sua humanidade; será preciso defini-lo antes, como sustentava Ernest Cassirer, animal symbolicum

GEVALÉRY, P., Discurso sobre a Estética, Tomo II, Lisboa, 1989, p.54.

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