segunda-feira, 14 de abril de 2014

Maturidade Moral


Em sociedades moralmente sãs, o comum dos mortais segue a sua voz íntima, a maior parte das vezes inconscientemente, não rouba nem mata, porque, num mundo de pessoas responsáveis, a sua agulha magnética moral funciona normalmente. Em épocas de revolução e de crise, pelo contrário […], a consciência moral torna-se insegura e incerta.
[…] A fuga à responsabilidade é o mais claro indício de falência de maturidade moral. Só pela sua aceitação nos libertaremos, só pela participação responsável na vida do Estado nos tornaremos cidadãos; só pela aceitação da responsabilidade pelas nossas ações nos tornaremos pessoas. Mesmo os grupos e as nações só alcançam o estádio de maturidade e se tornam, em sentido próprio, civilizados quando satisfazem estas exigências. Porque é isto essencial? Pelo facto de, sem fundamento moral, ordem alguma de grupos humanos ser possível, desde a família ao Estado e à comunidade dos povos. Não só os fundamentos últimos do direito são de espécie moral, mas também uma ordem social não se pode manter sem normas éticas.

                                                                 FRITZ Heinemann, A Filosofia do Século XX (adaptado)

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