quarta-feira, 30 de abril de 2014

Diário de Anne Frank

"Nem sempre me tratam da mesma maneira. Um dia pertenço à classe dos adultos e posso saber tudo, e no dia seguinte a Anne não passa de um ser inexperinete que julga ter aprendido alguma coisa nos livros mas que, na realidade, não sabe coisa de jeito. Ora eu não sou um bebé nem uma boneca para os divertir. Tenho os meus ideais, o meu modo de pensar e os meus planos, embora ainda me falte a capacidade de traduzir tudo isto em palavras. Ai! tantas, tantas dúvidas que se me levantam quando estou só, à noite, ou mesmo durante o dia quando estou encerrada com toda esta gente que já não posso ver à minha frente e de que estou farta até não poder mais. Eles nada compreendem dos meus problemas. Assim, volto sempre ao meu diário. É ele o meu princípio e o meu fim. A ti, Kitty, nunca te falta a paciência e prometo-te que hei-de aguentar. Hei-de vencer a minha dor e consguir o meu caminho. Só gostava de ter, de vez em quando, um pouco de sucesso, de ser estimulada e encorajada, por alguém que tivesse amor!
Não me condenes! Por favor, compreende que, às vezes, não posso mais!
Frank, A., O Diário de Anne Frank, Livros do Brasil, s/d, pp.69-71


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