“Mas afinal o que é a linguagem? Sabe-se que o ser humano é o único animal
que fala, e isso é também à partida um fator de distinção imediato entre o ser
humano e os outros animais. De acordo com os mitos e religiões de muitos povos,
o que constitui a fonte de vida humana e o poder é a linguagem.
Sabe-se também que, a linguagem e fundamental e indispensável ao quotidiano
do ser humano, pois a linguagem é o instrumento direto que o ser humano tem à
sua disposição no imediato para conseguir comunicar, e se conseguir exprimir. A
linguagem teve desde sempre um papel importante no mundo. Na filosofia da
antiguidade o papel da linguagem também não foi esquecido, pois os filósofos
antigos mais propriamente os sofistas, utilizavam a linguagem como forma de
sobrevivência, manipulando com ela todo o espaço público. Existem vários tipos
de linguagem, mas os mais utilizados e conhecidos são a linguagem verbal, a linguagem
não verbal, a linguagem gestual, e a linguagem mista. Sabendo que a linguagem
verbal inclui a linguagem oral e a linguagem escrita, pois tanto numa como na
outra o que funciona como comunicação é a palavra, e se escrevermos ou
soletrarmos uma determinada palavra, o seu impacto vai ser o mesmo ao ler ou ao
ouvir essa palavra. A linguagem não verbal que consiste em símbolos, imagens, e
até sons, sons esses que, mesmo não referindo uma palavra nós percebemos o que
eles querem dizer, como por exemplo a luz vermelha de um semáforo que nos diz
para pararmos, ou outro qualquer sinal de trânsito, ou mesmo o sinal de
proibição de fumar, entre muitos outros. A linguagem gestual é a mais utilizada
por surdos e mudos, que ainda assim, necessitam de comunicar e de se expressar
como todos os outros humanos, e esta é processada através de gestos com as
mãos, os lábios e a face, e é captada visualmente. E a linguagem mista, que no
fundo é a linguagem que a maioria dos humanos utiliza, mesmo que não se dêem conta. Esta linguagem é constituída pela oral e gestual em simultâneo, ou seja,
um ser humano que esteja a falar, e ao mesmo tempo faça gestos com as mãos, ou
até mesmo com a face, está a praticar o tipo de linguagem mista”.
SANTOS, J. T. C., Da Linguagem
agostiniana. Em busca do mestre interior,
LusoSofia
Press, 2010, págs. 5-6.

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